segunda-feira, 30 de abril de 2007

Aos Amigos

Querido Blogue:

Aos Amigos

"Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamentedentro do fogo.
- Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão."


Herberto Helder

terça-feira, 24 de abril de 2007

LIBERDADE!!!!

Querido Blogue:
E como não podia deixar de ser....


25 de Abril Sempre, Fascismo nunca mais!!!!



Viva a Liberdade

sexta-feira, 13 de abril de 2007

O Amor


Querido Blogue:


não sei o que se passa, mas dei comigo a ler e a gostar este texto, de um autor que para mim nem autor era... mas é giro.

"Amor é uma palavra muito resistente: desde que a conheço mantém as mesmas quatro letras.
O amor é muito diferente da palavra amor. O amor da Pátria é uma ilustre sociedade na Ilha do Faial, e o Amor de Mãe é um dos sustentáculos do pensamento Freudiano.
Dizem-me que há corporações de bombeiros que detestam o amor por ser fogo que arde sem se ver, assim como o amor a quanto obrigas é o maior inimigo do amor livre. O amor - ódio poderia ser uma marca de balanças industriais, e o pelo amor de Deus é uma muleta linguística para substituir o vão-se lixar.
O amor à primeira vista é uma coisa dos filmes que os outros fazem, sendo gravíssimo quando somos nós próprios os autores do enredo.
O amor à vida faz-nos deixar de fumar, de beber, de guiar, de ir à praia, de viajar de avião, pensar no IP 5, de entrar numa Repartição de Finanças, de jogar na Bolsa, de ir a reuniões de condomínio, de discutir política ou árbitros de futebol. O amor à camisola manda que façamos tudo ao contrário.
O amor é louco não façam pouco desta loucura é um bocado de uma canção e meu amor meu amor minha estrela da tarde outro bocado de outra canção.
As canções podem ser feitas aos bocados, e há bocados de amor que têm servido
para fazer canções.
O amor tem originado algumas guerras, e as guerras fazem questão de terminar com algum ou muito amor. O amor à liberdade, por exemplo, tem servido para matar milhões de inocentes que morrem em nome do amor do outros.
O amor é cego também se usa muito, e as prisões estão cheias de praticantes desta modalidade.
Eu quero amar perdidamente é muito português e love you madly é muito Duke Ellington.
Estava quase a esquecer o amor platónico e a verdade é que esqueci mesmo.
Não há maneira de calcular quantas vezes já terá sido dito em todo o mundo amo-te, assim como também não está descoberta forma de saber quantas vezes não foi exactamente aquilo que se quis dizer.
Amo-te é uma espécie de filho adoptivo de amor, é nosso mas não apenas, o benefício a certeza. Nunca mais a vi mas sei que está bem. Há pessoas que se suicidam para explicar o amor e pode querer dizer traição ou apenas a última palavra de és linda como os amores, frase muito utilizada por quem não se preocupa muito com isso do amor.
O amor tem muito que se lhe diga e dá pano para mangas, facto que ainda não foi detectado pelo locutores e alfaiates.
O amor à verdade é normalmente mentira e o amor pelo próximo não existe quando se está em lista de espera.
Eu gostava muito que o amor fosse aquilo que todos nós gostaríamos muito que o amor fosse, porque com mais três letrinhas apenas se escreve o pior de tudo. Desamor.

Fernando Tordo

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Para a "minha" Madalena :)))))))))


Olha o que encontrei também na egoísta sobre escritores... chama-se "Madalena toda a Noite" de um tal Renato Solnado (never heard of him...)


"Madalena foi minha outra vez. em sonhos, já se vê, pois não encontro outra maneira de ela o ser. (...) Madalena não se descreve, sonha-se, o que se não diz tudo, diz muito sobre ela."


Toma lá, o resto depois se quiseres é só pedires

Querido Blogue:

http://naoseiparaondevoumasestouacaminho.blogspot.com/

Opening Night




Querido Blogue,




querido Cassavetes :)




Opening Night é mesmo um filme brilhante que só tive o prazer de conhecer à dois ou três dias atrás (abençoada tendinite, eheheh).


Gena Rowlands, a fabulosa Mabel de "A Woman Under Influence", deixou-me totalmente rendida, e é fácil perceber o fascínio que ela exerceu sobre Cassavetes.


Se com Mabel ela é uma mulher à frente do seu tempo um génio no meio da banalidade e suburbanidade, com Myrtle ela é uma mulher que se recusa a enfrentar o tempo, ou melhor, a passagem dele.


Se Mabel é a mulher/génio desviada da sua vida familiar, a mulher mãe, o sustentáculo do lar que só sustenta à custa da sua própria (in)sanidade, Myrtle é a mulher de quem nada depende, o que curiosamente não a faz estar sintonizada na sua vida.


Se com Mabel me rendi, com Myrtle elevei-me a um outro patamar, onde o fantástico também tem lugar e é exequível com a realidade.




Obrigada Gena por seres esta actriz, obrigada Cassavetes por a dirigires assim.




Com filmes destes a vida é muito mais fácil, ou talvez não...






Riso Amaro



Querido Blogue:
Quando andava em busca de imagens sobre o tema riso, eis que encontrei esta mulher, actriz...
Chama-se RISO e parece a super mulher :)